De Pai para Filho para Pai

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Uma homenagem a todos aqueles que acreditam no sagrado elo que une em Espírito o Pai e Filho(a).

Rei Felipe olhava para o rebelde corcel negro que ganhara de presente. Ele reconhecia no animal o próprio desejo de liberdade. Afinal, todo rei é, na verdade, prisioneiro de seus súditos.

– Como ele se chama? – indagou o pequeno Alexandre.

Felipe sorriu para o menino. Pai e filho eram semelhantes, fisicamente, mas Alexandre demonstrava tanta inquietude e amor ao risco

que Felipe se perguntava se o menino poderia vir a reinar em serenidade.

– Bucéfalo. O cavalo é magnífico, mas tem algo de louco.

– Pai, meu tutor, Aristóteles, ensinou-me que a coragem é a primeira das qualidades humanas e também a que garante as outras. Quero montar esse cavalo.

– Filho, ele já derrubou meus melhores cavaleiros! Isso seria uma loucura!

– Nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura…


Aristóteles se aproximou de Felipe, rei da Macedônia, e o aconselhou a acreditar na sagacidade de seu próprio filho. – Dê-lhe o cavalo. Será um presente de pai para filho. Algo que o ajudará a crescer.

– Confiarei em sua sabedoria, meu caro, como sempre fiz…– disse o rei.

Pois deveria confiar em seu próprio filho. Ele é um grande observador. Será um líder insuperável.


Alexandre realmente tinha um trunfo. Com a esperteza típica de crianças habituadas a viver na natureza, o garoto reparou que o cavalo temia a própria sombra. Para conquistar-lhe a confiança, aproximou-se de modo que o corcel fosse obrigado a virar o corpo de frente ao sol, deixando as sombras para trás. Bucéfalo acalmou-se. Alexandre estendeu-lhe a mão oferecendo alimento. O cavalo aceitou. Estava selada a amizade.

Anos depois, Alexandre seria chamado de Magno, o Grande. Assumiria um império e reinaria sobre muitos outros. Defensor da cultura, das ciências, Alexandre jamais se separaria de seu cavalo, fundando até mesmo uma cidade em homenagem a ele. Assim, Bucéfalo permanece símbolo da eterna aliança entre cavalos e seres humanos.

Conto adaptado por Heloisa Prieto, mestra em comunicação e doutora em Literatura Francesa, publicado na revista Crescer em 22/01/2014.

O maior presente que um pai pode dar a um filho(a) é acreditar na sua capacidade de superação, e instigar para que esse se conheça e descubra seu potencial para ter uma vida digna uma livre alma com um forte e bondoso coração.

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