A Materialização de Um Sonho

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Na parede da minha casa há um quadro. Há um quadro na parede da minha casa.

A materialização de um sonho

É uma linda mandala desenhada por minha esposa Miriam. Eu a presentei em seu aniversário de 40 anos e a denominei como “A materialização de um sonho” pois ela sonhou com essa mandala como sendo a cura para sua depressão e crise de pânico, o que de fato ocorreu, e a mesma foi esculpida na madeira por encomenda a um conhecido meu, que até  então era um artista desconhecido por estar em seu início de carreira, portanto a imagem bidimensional é a representação de um objeto tridimensional.

Durante um momento de profunda reflexão, após longa meditação utilizando recursos xamânicos, estava a refletir sobre as variedades da Flor de Lótus, ou Flor da Vida, expressão mais singela da “Geometria Sagrada” durante a qual eu tivera profundos e ricos  insigths sobre o significado do círculo e da reta, e também do 0 (zero), do 1 (um), do 01 (zero-um), e do 10 (um-zero ou dez).

Aqui graficamente utilizarei os símbolos O e I devido a semelhança da forma de escrita do 0 com o “O”, e do 1 com o “I”.

Paulo Morais

Dez -10

A numerologia Tibetana atribui significado a alguns números mas eu não me ative a eles e estava tentando entender algumas relações em minha vida, que aparentemente não tinham sentido, mas num nível mais profundo pareciam se entrelaçar.

Refleti que o círculo “O” pode significar o zero ou o vazio, indicando que está aberto para toda ou qualquer oportunidade, o que pode representar infinitas possibilidades, o círculo é a única figura geométrica sem arestas portanto sem atrito, sem início e sem fim portanto infinita, e que pode significar equilíbrio pois todos os pontos da borda estão equidistantes do centro; Portanto o “O” pode ser tomado como a representação do  “TODO”.

Essas são reflexões pessoais e nada tem a ver com Numerologia Tibetana, símbolos exotéricos, ou interpretações Junguianas de sonhos.

Enso - simbolo japonês

O “I”, popularmente conhecido como “UM” pode representar o começo, início, unidade, único, individualidade.

Simbolicamente  falando o “I” é diferente de “OI” pois enquanto o primeiro é apenas UM símbolo com UM valor UM, o SEGUNDO também possui o valor UM mas trata-se de um conjunto com DOIS  símbolos, e nesse PAR temos a união de um lado “O TODO” e do outro lado a “UNIDADE” se for um objeto, ou a “INDIVIDUALIDADE” se for um ser vivo, ambos lado a lado.

Se lido da esquerda para a direita, o “O” não alterada o significado do “I” , deixa-o ser como está, mas na dança cósmica em sua fluídica coreografia Zen  do Yin<=> Yang, ao girarmos o conjunto  ou invertermos a direção de leitura teremos o “IO” , que pode ser lido e interpretado pela mente egoica (entenda individualidade) como DEZ vez maior que o primeiro, mas também pode ser “sentido” e “vivenciado” pela mente não egoica  (entenda Divina, ou o Todo) como o primeiro símbolo, conservando suas características de identidade, mas estando em outro nível, agora mais amplo, mais aberto, mais abrangente e em harmonia com “O TODO”.

Há ainda uma curiosidade do “I”, o sentido de único também pode ser interpretado como o “UNO”, e portanto se o seu significado é diferente, o conceito por trás do significado traz em si a ideia de UNIFICAÇÂO então por um caminho diferente ele também remete ao conceito do “TODO”.

Ao sair da meditação abro lentamente os olhos e entro em profundo êxtase ao admirar a beleza do quadro que se apresentava na minha frente, não o quadro na parede, mas o quadro composto por toda a parede de minha sala, e apesar de já ter visualizado milhares de vezes, percebo pela primeira vez na vida, que a mandala na parede transcende os limites do objeto tridimensional pois a mandala também é constituída pela alternância da projeção entre luz e sombras, então se o objeto tridimensional é limitado sob a luz do Divino olhar funde-se com a imagem bi dimensional que se estende pela parede fazendo com que essa e as fontes de iluminação componham uma harmonia maior que fazem parte do recinto que me acolheu e eu sinto que – “Eu estou dentro do TODO, e o TODO está  dentro de mim” – numa metafórica mas não mitológica transposição de identidades. 

A Arte, sendo uma linguagem Divina, transcende os limites do artista e funde-se com o atento olhar do observador que ao centrar-se em si mesmo, conecta-se com o Divino que está em tudo e em todos, “sente” o que está em volta e vivencia a exuberância do amor que se manifesta nas masi diversas formas de harmonia.

Ao procurar o nome do artista no verso da mandala sou surpreendido por uma forte sensação que ecoou por todo o meu ser e estremeceu o fundo de minha alma ao PRÉ SENTIR “…Essa é parte que lhe falta..” ao mesmo tempo em que eu lia a assinatura cravada na madeira.

Sérgio 10/01

E depois de 30 anos me apresentado e assinando como “Paulo Morais”, nome próprio assumido após uma divergência com meu pai, eu novamente assino meu nome completo com o pedido de perdão ao Ser Divino que há dentro de nós, sentimento de orgulho pela minha história que forjou quem eu sou, gratidão pelas ricas experiências de vida, e reconhecimento de Amor e perdão ao meu falecido Pai Sérgio Vicentino de Morais

Paulo Sérgio de Morais (Minha Verdadeira Identidade)

Prof. Paulo Morais (meu pseudônimo comercial)

Prof. Paulo Morais
Prof. Paulo Morais

Eu acredito no Ser Divino que há em você – Acredite também. 30/05/2020

Idealizador do projeto Fundação 10 Envolver . Envolva-se em Grupos – Desenvolva-se em Rede

Idealizador do Instituto Crê Ser – Acredite em Você e Seja o que Acredita

Em tempo: Será coincidência, ou obra do destino, nome dado ao desconhecido Divino, o fato de no teclado dos computadores os símbolos “I” e “O” estarem lado a lado?

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